★★★
Aproveitei que estava com o Kindle Unlimited para ler o conto de natal que a Laura havia lançado no mês anterior. Como grande fã de comédia romântica e de Natal que sou, adorei acompanhar Cecília e seu vizinho presos no elevador em plena véspera de Natal. O conto é curtinho e muito envolvente, segue a linha de enemy to lovers e o cenário natalino foi a cereja do bolo para mim, deixou meu mês de janeiro com gostinho de dezembro.
★★★★♥
E chegamos ao
favorito do mês. Que leitura incrível, incrivelmente linda e triste, pesada e profunda. A autora com sua escrita poética, afiada e sem pudor, discorre sobre temas de classe, gênero e raça ao longo de 15 contos muito bem construídos.
Belos e brutais, diversas vezes precisei parar entre um conto e outro para respirar, digerir tudo o que tinha acabado de ler, antes de começar o próximo. Dentre todos, o meu preferido foi
"Maria", esse me deixou sem ar e sem chão durante um bom tempo, e me fez refletir muito sobre a rapidez e a veracidade em que fazemos julgamentos.
"O cooper de Cida" também foi um que mexeu muito comigo, pois me vi em Cida enquanto ela refletia sobre o tempo, reflexão essa que eu já venho fazendo há algum tempo e inclusive já até comentei aqui no blog.
★
Duna é um livro que venho lendo desde 2022. Comecei a ler abril e abandonei, retornei em agosto e acabei abandonando novamente. Então decidi que estava na hora de terminar essa aventura científica e finalmente em janeiro de 2023 retomei a leitura mais uma vez e consegui finalizar com a ajuda do audiobook
(te amo scribd). Que Duna é um
grande clássico ninguém pode negar, mas certamente não é um livro para mim. No livro a gente acompanha o Paul crescendo e amadurecendo como o
grande herói prometido, e essa caminhada é cheia de esquemas políticos e religiosos. Acontece que Paul é um personagem completamente
sem carisma e que ao longo de mais 600 páginas parece não crescer ou amadurecer, me parece que ele já nasceu pronto e perfeito para cumprir sua profecia, e isso extinguiu qualquer pequena chance que eu tinha de me conectar com o livro. Além de ter achado narrativa e personagens chatos, a linha do tempo desse livro me irritou muito. De uma página pra outra anos e acontecimentos se passavam sem que a gente fosse avisado.
Eu entendo o sucesso e o clamor por essa série de livros, mas também entendi que não é o meu tipo de livro, e por isso acabou se tornando o primeiro 1 estrela do ano.
A última leitura de janeiro foi Kim Jiyoung, e esse entrou para aquela lista de "livros que li com a expectativa muito alta". Não me entenda mal, é um bom livro, mas a minha experiência não passou muito disso. Um dos livros mais comentados de 2022, conta a trajetória de uma mulher coreana, desde sua infância até a maternidade, crescendo, entendendo e lidando com machismo estrutural e a desigualdade de gênero enorme de seu país. O livro é curto, e talvez esse tenha sido o grande problema para mim. Senti falta de um pouco mais de desenvolvimento, e de desfecho. O livro foca no passado, em contar tudo o que aconteceu para que a protagonista chegasse ali, mas não nos mostrou muito as consequências daquilo. Eu estava interessada no passado, mas muito mais no presente, em saber como ela estava e como ela iria seguir dali pra frente. Na maior parte do tempo eu estava muito mais interessada na mãe e na irmã da protagonista do que nela, aliás, a mãe de Jiyoung foi o ponto alto do livro pra mim. Um bom livro, com o qual - infelizmente - todas as mulheres vão se identificar com algum momento da vida de Kim.
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