segunda-feira, novembro 10, 2025
Sabe quando você começa uma série achando que vai assistir só um episódio pra "ver qual é", e quando percebe, já é madrugada? Pois é, foi exatamente isso que aconteceu comigo com duas produções brasileiras recentes que simplesmente me prenderam do começo ao fim.
⛓️Tremembé - intensa, humana e impossível de largar
Eu estava super ansiosa pra assistir Tremembé desde o trailer, e confesso que maratonei tudo em um único dia. A série é curtinha, os episódios passam voando, e quando percebi, já estava torcendo pra ter uma segunda temporada.
Você provavelmente já ouviu alguém comentando por aí, mas pra contextualizar: Tremembé retrata a rotina dentro da prisão mais famosa do Brasil, onde ficam presos os autores dos crimes mais comentados do país, além de policiais e pessoas que precisam de alguma proteção extra por segurança.
Nesse cenário, acompanhamos o dia a dia de nomes que marcaram o noticiário brasileiro, como Suzane von Richthofen, Elize Matsunaga, os Nardoni e os irmãos Cravinhos. A série mostra tanto a convivência dentro da prisão quanto os crimes que levaram cada um deles até lá.
A produção é excelente, roteiro envolvente e atuações convincentes. A caracterização dos personagens é tão realista que em certo momento comecei a realmente a misturar a feições de pessoa real x personagem na minha cabeça.
🎰 Os Donos do Jogo - adrenalina, samba e poder
Agora, uma surpresa total pra mim foi Os Donos do Jogo. Mesmo com tanta gente elogiando, comecei a assistir sem grandes expectativas e terminei completamente viciada! Passei o fim de semana inteiro maratonando e, quando acabou, fiquei com aquele vazio pós-série.
A trama acompanha um jovem determinado a subir na hierarquia dos bicheiros do Rio de Janeiro, disposto a tudo para conquistar respeito e poder.
A série é uma mistura de violência, política, samba e tensão, com momentos de muita adrenalina em quase todos os episódios. É impossível assistir sem se envolver, você torce, sofre e até simpatiza com personagens que, na vida real, você odiaria.
O roteiro é dinâmico, a ambientação está impecável e o elenco entrega tudo! Cada episódio termina com aquele gancho que te faz pensar: “ok, só mais um episódio”, e lá se vai a madrugada.
Quando terminei, tentei começar a nova temporada de Maxton Hall, mas não consegui. Meu cérebro ainda estava vivendo toda a intensidade dos bicheiros e do submundo carioca.
Pra fechar…
Essas duas séries mostram o poder das produções brasileiras: roteiros bem amarrados, atuações potentes e histórias que prendem de verdade. Tanto Tremembé quanto Os Donos do Jogo provam que o audiovisual nacional está vivendo uma fase excelente.
Então fica aqui a dica pra sua próxima maratona:
- Se quiser algo mais introspectivo e psicológico, vá de Tremembé (prime video).
- Se quiser ação, ritmo e emoção, vá de Os Donos do Jogo (netflix).
E claro: se você já assistiu alguma delas, me conta aqui nos comentários o que achou, quero saber se você ficou tão obcecada quanto eu. Ou, se tiver outra produção brasileira que te prendeu recentemente, manda a recomendação, estou sempre em busca da próxima maratona.
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terça-feira, outubro 21, 2025
Pelo amor de Deus, como alguém pode ter reunido tantos absurdos em uma série só e ainda conseguir emocionar?
Se você já assistiu Shameless, sabe que o próximo absurdo sempre será maior que o anterior, e o melhor (ou pior) é que eles ainda conseguem te surpreender e chocar. Juro pra vocês que meu choque tem sido tão grande com essa série que chega a ser claramente — e consideravelmente — sonoro. Isso quando eu não levanto do sofá com as mãos na cabeça, completamente atordoada com o que tô vendo.
E agora eu tenho certeza que você ficou minimamente curioso pra assistir (ou reassistir) à série. Pode falar, vai.
| Imagem: Showtime Networks Inc. |
Shameless — a versão original é britânica, mas ainda não assisti, e ouvi comentários de que não é tão boa quanto a estadunidense — esteve no ar entre 2011 e 2021 pelo canal Showtime. E desde o 1º episódio, a série é simplesmente dedo no c* e gritaria, ocasionalmente te levando às lágrimas.
Basicamente, acompanhamos a vida da família Gallagher e todos os seus desafios de sobrevivência, convivência e conflitos pessoais. A família é completamente disfuncional, pais viciados, que nunca tiveram responsabilidade nenhuma, e tudo isso recai sobre a filha mais velha, que se vê obrigada a cuidar dos cinco irmãos mais novos e (sobre)viver da melhor forma possível.
O segredo de Shameless funcionar tão bem está exatamente na falta de limite a que somos levados. Durante as temporadas, eles abordam absolutamente todos os tipos de assunto: doenças mentais, abuso de substâncias lícitas e ilícitas, violência, prostituição... e por aí vai. Essa ausência de limite nos personagens nos coloca na beira do precipício, te fazendo arrancar os cabelos com tantos absurdos acontecendo. E o que, pra muita gente, pode parecer exagerado e irreal, pra mim é uma constante reflexão sobre as nuances do ser humano, de estar vivo, de sentir, agir e responder aos instintos (ou não).
Os pensamentos mais frequentes na minha cabeça assistindo Shameless são sempre: “Não é possível!”, “Nem a pau!!”, “Não acredito!!!”. Seres humanos mostrando o lado mais feio, nu e cru de ser humano, mas também conseguindo trazer à tona o mais bonito. Mesmo chegando (e às vezes ultrapassando) os limites, os personagens ainda puxam a linha da empatia e fazem a gente sentir pena, carinho e até proteção por eles.
Frank talvez seja um dos personagens mais desprezíveis que já vi, e ainda assim, em certos momentos, eu chorei por causa dele. Essa é a grande sacada dos criadores da série: te fazer enxergar o pior e o melhor do mesmo ser humano. É simplesmente genial, e cria um laço fortíssimo entre a gente e a série. Os fãs do Mickey Milkovich que o digam, não é mesmo?
Lembro que Shameless era um grande hit no Tumblr no auge da plataforma, e eu era louca pra assistir, mas nunca tive acesso. Hoje, a série está disponível na Netflix, Prime Video e HBO Max, e sinceramente? Tenho certeza de que assistir a essa série aos 30 tem me gerado muito mais reflexão do que teria aos meus 17.
Em pouco mais de um mês, assisti a sete temporadas e agora estou na oitava curiosíssima pra saber o que mais vem por aí. Mas me conta: você já assistiu alguma das versões de Shameless? O que achou? Se ainda não assistiu, fica aqui a recomendação. Mas já deixo o aviso de gatilho: absolutamente todos os possíveis.
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domingo, setembro 22, 2024
Já agradeceu à Netflix hoje por nos proporcionar brigas e dramas que estão completamente fora do nosso alcance? Selling Sunset é um exemplo perfeito disso: um reality show repleto de luxo, mansões milionárias, e intrigas que nos fazem esquecer dos nossos próprios problemas.
Embora Selling Sunset não seja novidade para ninguém, é fácil entender por que ele continua tão popular. Eu mesma acompanhei as primeiras três temporadas no ritmo dos lançamentos. Mas, na época cancelei minha assinatura da Netflix e, por consequência, parei de acompanhar a série. Agora, pule para 2024, com a assinatura renovada, acabei me deparando com o trailer cheio de drama da nova temporada e decidi colocar os episódios em dia.
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| Imagem: US Magazine (Nino Munoz/NETFLIX) |
Assisti à quarta e quinta temporadas em apenas uma semana e já estou terminando a sexta. É tanto drama e futilidade que me pego imaginando: será que eu teria as mesmas atitudes se ganhasse meio milhão de dólares por cada casa vendida? Afinal, com comissões desse nível, pagar boletos certamente não seria uma preocupação.
Outra coisa que me intriga ao assistir a série é como essas mulheres conseguem viver em saltos altíssimos. Nem se eu fosse milionária conseguiria andar para cima e para baixo com sapatos de 15 cm. As casas também são um show à parte: vistas deslumbrantes, cômodos gigantescos, cozinhas dos sonhos e piscinas maravilhosas. Qualquer um adoraria morar em uma dessas mansões, mas duvido que alguém gostaria de encarar o dia de limpeza. Claro que esse é o tipo de preocupação que um milionário jamais teria.
Selling Sunset continua sendo um verdadeiro escape, nos apresentando um mundo de luxo e intrigas onde nossos problemas não durariam 5 minutos no meio de tanto drama. Que venham mais temporadas, mais drama e, por que não, mais saltos altíssimos! Enquanto isso me conta, o que você tem assistido por aí?
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sábado, abril 16, 2022
A gata aqui simplesmente pulou 5 dias de postagens do BEDA porque estava obcecada com a série Sul Coreana (k-drama) da Netflix, All of us are dead, produção que teve sua estreia em janeiro desse ano e tem sido bastante elogiada. Eu como grande fã de produções de terror/suspense, e claro, de zumbis, fiquei super curiosa para assistir logo que ouvi falar dela.
| Imagem: Correio do Povo (Divulgação / CP) |
Estou começando a achar que nenhum país faz produções de zumbis tão boas quanto a Coreia do Sul. Train to Busan se tornou um dos meus filmes favoritos do gênero lá em 2016, quando foi lançado no Brasil, e agora All of us are dead veio só pra reforçar essa ideia.
Uma epidemia mortal surge em uma escola. Encurralados, os alunos só tem uma opção: lutar com todas as forças para não virarem zumbis.
Até o momento, All of us are dead tem 1 temporada com 12 episódios de em média 60 minutos cada. Mas a coisa toda é tão boa que eu só fui perceber os episódios enormes depois do terceiro episódio quando olhei no relógio (risos), antes disso estava achando que eram 30 minutos cada, de tão entretida que estava nos episódios, nem percebia o tempo passar.
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| Foto: 2022 Netflix |
Esse k-drama me fez rir, chorar, ficar muito tensa e também com raiva. Preciso dizer que não sentia tanta raiva de um personagem desde os falecidos Joffrey e Ramsay de Game of Thrones, mas o Gwi-nam veio me relembrar esse sentimento.
Se você é fã de produções de zumbi e ainda não assistiu All of us are dead, corre pra assistir, eu prometo que vai valer a pena. A trama é hipnotizante e carregada de tensão, além de nos deixar muito apegados a cada um dos personagens.
E você, me conta, já esqueceu da vida por estar super viciado em uma série? Me conta aqui nos comentários qual foi esse seriado, já quero aumentar minha lista ;)
quarta-feira, abril 06, 2022
Nos último anos eu quase não tenho acompanhado as produções atuais de TV, tenho optado por assistir as mais antigas (essa semana comecei a assistir House e estou amando). Mas por acaso, um dia desses enquanto estava passeando pelas opções do Starzplay no Prime Video, acabei me deparando com Señorita 89 e resolvi assistir o primeiro episódio.
Verdade seja dita, fui assistir achando que seria uma série tranquila, até um pouco engraçada, imaginando que mostraria os bastidores de um concurso de miss e mulheres fazendo de tudo para ganhar a coroa. Mas essa série é sobre um sistema obscuro por trás de um concurso de beleza.
A gente vai acompanhar a vida de algumas jovens que estão participando desse concurso, cada uma com a sua motivação, e para isso são levadas para um local isolado onde vão ser preparadas para a grande disputa de ser o novo rosto do México. Alguns estão dispostos a fazer de tudo para ganhar esse título e outros estão dispostos a fazer de tudo para sair de lá.
São 8 episódios no total, de 40-50 minutos cada, e ao longo deles nós vamos conhecendo melhor a vida e o passado de algumas dessas jovens. Nesse decorrer, também vão nos sendo apresentadas diversas situações que elas enfrentam durante essa preparação.
Segundo a própria diretora da série, Lucia Puenzo, Señorita 89 expõe algumas barbaridades que as modelos enfrentavam nas décadas de 80 e 90. Portanto, assista ciente de que é uma série pesada, com alguns gatilhos como violência, uso de drogas e diversos tipos de abuso.
Señorita 89 foi uma grata supresa para mim. Além de me surpreender muito por tratar de temas tão sensíveis, a série me prendeu do começo ao fim. Para quem gosta de thrillers, essa é uma excelente pedida, é uma produção daquelas de emendar um episódio atrás do outro.
Assista o trailer abaixo
Você já assistiu ou ouviu falar de Señorita 89? Me conta, o que tem assistido nesses últimos dias?
sábado, outubro 23, 2021
Preciso começar dizendo que esse ano foi para mim um ano de séries repetidas. Zero vontade ou curiosidade de assistir produções novas e acabei entrando em um looping de rever séries que amo, lê-se parks and recreation, downtown abbey, masterchef, etc.
Mas no meio desse caminho arrisquei duas produções novas que acabaram se tornando favoritas da vida. E aproveitando o mood do Halloween, resolvi deixar as duas registradas aqui. A casa da coruja e Chapelwaite. Um desenho gostosinho sobre um reino mágico e uma série de terror baseada em um dos contos do Stephen King sobre Salem.
Photo: Divulgação Disney/dgepress
Não gosto de entrar em detalhes pois acredito que a diversão está em descobrir aos poucos o rumo das tramas, mas ambas são excelentes produções, extremamente distintas entre si e que me conquistaram por completo. Em A Casa da Coruja o que mais tem me cativado são relações que são formadas e fortalecidas ao longo dos episódios entre os personagens, a Luz tem o tipo de carisma do Bilbo Bolseiro, aquele coraçãozão sabe? Me cativou logo no primeiro episódio.
Photo: Chris Reardon/Chris Reardon/Epix - © 2021 EPIX Entertainment LLC. All Rights Reserved. EPIX® is a registered trademark of EPIX Entertainment LLC.
Em Chapelwaite o lance pra mim foi a ambientação e a tensão. Como grandessíssima fã do livro Salem (e de seus contos derivados) que sou, não poderia ter sido diferente, amei, amei e amei. O famoso zero defeitos. Uma série de terror não havia me cativado tanto assim desde Penny Dreadful e Salem, e inclusive acabou se tornando uma das minhas adaptações preferidas das obras do Stephen King. Pra quem curte um terrorzinho ambientado no século 19, a produção é um prato cheio. Vale ressaltar que a série é baseada no conto Jerusalem's Lot do livro Sombras da Noite.
























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