terça-feira, abril 04, 2023
E bora pro meu terceiro dia de BEDA (comecei com um dia de atraso) contando um pouquinho sobre as minhas leituras do mês de março. Mais um mês que com leitura nacional, livro favoritado e alguns de não ficção.
1. A pequena loja de venenos, por Sarah Penner - 🇺🇸 || 320 páginas || TAG Inéditos
Me parece que a maior parte das pessoas não curtiu muito esse livro, pelo no Goodreads vi mais resenhas negativas do que positivas. Mas pra mim ele funcionou super bem. A leitura fluiu que só, fiquei super entretida e interessada em ambas as narrativas do livro.
A pequena loja de venenos passeia em duas épocas diferentes, século 18 e dias atuais, contando um pouquinho da vida de três mulheres e entrelaçando seus destinos de alguma forma. Uma boticária curandeira, uma garota de 12 anos que trabalha na casa de uma família rica e uma historiadora com problemas em seu casamento. O livro tem seus capítulos intercalados entre as personagens, e a gente acaba se envolvendo com todas elas, apesar da boticária ser definitivamente a mais interessante de todas. Em geral, foi uma leitura muito gostosa e envolvente.
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Recebi essa edição como brinde de um dos livros do Clube Intrínsecos, e resolvi finalmente ler e ver o que eu poderia aprender com a tão famosa Nath Finanças. Sinceramente, é um livro ok, bem escrito, organizado, e certamente cumpre seu papel de educar pessoas que são iniciantes no assunto finanças. Eu não sou uma estudiosa do assunto, mas em termos de conhecimento o livro não me agregou muito em nada. O conteúdo é de fato muito básico, acho que acaba sendo mais adequado para o público juvenil que está prestes a se inserir no mercado de trabalho.
Dando sequência na série das bruxinhas italianas e os sete pecados capitais, resolvi que estava com muita saudade desse universo da Kerri e não ia aguentar esperar a Darkside lançar a continuação. Mas aí junto com a ansiedade veio a queda da gata, Kingdom of the Cursed beirou ao tedioso para o meu desespero.
É aquele velho problema de segundo livro de trilogia né, os autores enrolam pra encher linguiça até o livro final. Não foi de todo ruim, teve lá seus bons momentos, mas foi 70% enrolação e 30% acontecimentos interessantes. E um final que já me fez comprar o terceiro, pois tenho certeza absoluta que não vou conseguir aguentar a tradução da Darkside pra descobrir finalmente o que está rolando entre essas bruxas, demônios, deusas e maldições.
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Finalizei o mês lendo a autobiografia de uma das minhas mulheres brasileiras favoritas, se não for a grande favorita. Rita Lee é simplesmente o crème de la crème. A vida da cantora é super interessante, e esse foi mais um livro que eu não conseguia largar, só queria saber mais e mais do mundinho fantástico de Rita Lee. A biografia conta tudo, infância, juventude, carreira, família, até sua aposentaria. Adorei conhecer sua família, e como já era fã da cantora, amei acompanhar o backstage da sua carreira. Algumas frases e termos me incomodaram um pouco, por não concordar muito com a cantora, mas já conhecendo um pouco de Rita eu não esperava nada politicamente correto então não interferiu na leitura.
Dona Lee é fenomenal, essa biografia só me fez ser mais sua fã ainda. Uma mulher a frente de seu tempo, uma vida de altos e baixos, uma carreira que nem sempre foi de sucesso, mas seu talento natural e perseverança sempre falaram mais alto. Obrigada Rita por abrir caminho para muitas mulheres expressarem suas maluquices e sua sexualidade, e obrigada pelas músicas incríveis que são trilha sonora para milhares de pessoas ao redor desse mundão. E preciso dizer que o amor que tanto Rita quanto sua família tem por animais só me fez amá-los ainda mais.
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domingo, março 26, 2023
Esse foi meu primeiro contato com a escrita da Daniela Arbex e apesar de ter gostado, a romantização da narrativa de alguns diálogos me incomodaram um pouco. Mas no geral, é um excelente livro, que narra uma das maiores tragédias do Brasil.
Apesar de ser um livro rápido de ler, seu conteúdo é muito pesado, triste e revoltante. Eu ainda me lembro de ver as notícias na TV naquele fatídico dia, mas acho que só fui ter uma ideia real da proporção desse acontecimento muitos anos depois, e ler esse livro faz a gente se aproximar ainda mais dessa tragédia, faz a gente sentir cada perda. Uma leitura que me fez sentir agoniada e desesperada, e o choro foi inevitável.
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Ultimamente parece que não estou acertando muito nos livros da editora Wish. Essa é mais uma edição lindíssima, mas que não me conquistou muito. Esse livro reúne 24 contos celtas, e apesar de ter gostado muito de alguns deles, os contos são muito semelhantes, o que a gente entende e perdoa por serem muito antigos e refletirem os costumes e cultura da época, mas isso acaba tornando a leitura um pouco maçante. Acho que teria funcionado melhor tivessem selecionado um número menor de contos para essa coletânea.
Resolvi que queria ler mais um livro nacional e acabei encontrando esse da Lorena Portela no Scribd. No começo parecia muito promissor, é muito fácil se identificar com muitos aspectos e acontecimentos da vida da protagonista, mas da metade para o final o livro fica muito atropelado, as informações vão sendo jogadas mas não desenvolvidas, e ele começa a caminhar para um lado que me deixou completamente ?????. A ideia é boa e o começo também, mas senti que faltou desenvolvimento e principalmente desfecho.
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Comecei a desencalhar meus livros da TAG, Pheby foi o primeiro finalizado e virou favorito. Ficção histórica escrita pela americana Sadeqa Jhonson, Pheby é filha de uma mulher escravizada com o dono da fazenda onde mora, ela cresce sob a promessa de ser libertada para estudar quando completar 18 anos. O livro é doloroso, centrado em personagens que buscam viver, além de sobreviver. E apesar de se tratar de uma ficção, a obra é inspirada na vida de Mary Lumpkin, ex-escrava que viveu na cadeia dos Lumpkin, na Virgínia.
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domingo, fevereiro 05, 2023
O ano já começou com tudo por aqui no quesito leituras, janeiro chegou com direito a livro favoritado, livro abandonado e livro com 1 estrela. Se os próximos meses seguirem essa linha, vem aí um ano bem interessante de leituras.
A última leitura de janeiro foi Kim Jiyoung, e esse entrou para aquela lista de "livros que li com a expectativa muito alta". Não me entenda mal, é um bom livro, mas a minha experiência não passou muito disso. Um dos livros mais comentados de 2022, conta a trajetória de uma mulher coreana, desde sua infância até a maternidade, crescendo, entendendo e lidando com machismo estrutural e a desigualdade de gênero enorme de seu país. O livro é curto, e talvez esse tenha sido o grande problema para mim. Senti falta de um pouco mais de desenvolvimento, e de desfecho. O livro foca no passado, em contar tudo o que aconteceu para que a protagonista chegasse ali, mas não nos mostrou muito as consequências daquilo. Eu estava interessada no passado, mas muito mais no presente, em saber como ela estava e como ela iria seguir dali pra frente. Na maior parte do tempo eu estava muito mais interessada na mãe e na irmã da protagonista do que nela, aliás, a mãe de Jiyoung foi o ponto alto do livro pra mim. Um bom livro, com o qual - infelizmente - todas as mulheres vão se identificar com algum momento da vida de Kim.
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quinta-feira, setembro 29, 2022
SINOPSE
A tenista Carrie Soto se
aposentou no auge, com a tranquilidade de ter atingido um recorde imbatível:
foram vinte títulos Grand Slam conquistados ao longo de sua carreira. Mas
apenas cinco anos depois de seu retiro das quadras, ela assiste Nicki Chan igualar
sua marca, trazendo a sensação de que seu legado está comprometido.
Disposta a chegar aos seus limites, Carrie tem o
apoio de seu pai, Javier, ex-tenista que a treina desde os dois anos de idade.
Ele parece ter seus próprios motivos para incentivar a filha nesta última
temporada que promete desafiar ambos num jogo que exige tanto física quanto
mentalmente.
“Me pergunto por que passei a vida inteira com medo de perder, sendo que já tenho tanta coisa.”
MINHA EXPERIÊNCIA
Não é novidade para ninguém que a Taylor Jenkins Reid é mestre em escrever personagens famosos que não existem, e os torna tão reais e tão palpáveis que ao final do livro a gente tem certeza que aquilo tudo aconteceu. E em terra de Daisy Jones, Evelyn Hugo e Nina Riva, nasce mais uma estrela, a tenista Carrie Soto.
Assim como Daisy e Evelyn, a Carrie é uma personagem cheia de defeitos e que algumas vezes beira ao detestável. Mas também como as outras, apesar de todos os seus defeitos e erros, a gente aprende a se afeiçoar, entender, e algumas vezes até nos enxergamos nela.
Esse é um livro sobre retorno, expectativa, autorreflexão, aceitação e outras experiências muito humanas com quais podemos nos conectar. A personagem quer vencer, por vencer, para se provar melhor e não deixar ninguém tomar o seu lugar. É triste perceber que suas conquistas nunca parecem ser o suficiente, e mais triste é perceber que nós somos assim, que diariamente esquecemos de ser gentis conosco e invalidamos muitas coisas pelas quais trabalhamos tanto para alcançar.
Carrie é uma mulher segura de si, inteligente, determinada, sem filtro e sem remorso. Uma mulher de garra, que faz de tudo para conquistar seu objetivo, e deixa as sentimentalidades em segundo plano. Carrie é a mulher que desafia a todos por ser mulher, por ser uma mulher voltando da aposentadoria para provar que ainda é capaz, por ser uma mulher destemida.
“Depois que passamos a ser consideradas velhas demais, não importa o que já fomos um dia.”
E apesar das diversas pautas extremamente relevantes, o grande lance desse livro para mim foi refletir sobre os padrões de excelência e exigência que estabelecemos para nós mesmos. Essa cobrança e busca excessiva pela perfeição.
Carrie Soto me fez chorar e rir, passar raiva e torcer. Foi como assistir a partida da vida dela lá da arquibancada da quadra de tênis. E a mensagem desse livro que quero reforçar para você que chegou até aqui é: nada vai diminuir o que você fez e está fazendo.
“Quando foi que perdi isso? A emoção do sucesso? Quando foi que ganhar virou uma necessidade de sobrevivência?”
| SOBRE O LIVRO |
Título: Carrie Soto está de volta
Autor(a): Taylor Jenkins Reid
Editora: Paralela
Ano da edição lida: 2022 (1ª edição)
Páginas: 352
Lido em: setembro 2022
Nota: ★★★★
sexta-feira, abril 22, 2022
Seguindo as atualizações de leitura aqui do blog, em fevereiro desse ano eu consegui ler bastante, até mais do que esperava. Foram 10 livros lidos no segundo mês do ano, e eu vou contar um pouquinho mais sobre essas leituras para vocês.
quarta-feira, novembro 10, 2021
Eu havia começado a ler Sombras da Noite em julho, mas não tinha conseguido passar do primeiro conto. Acho que simplesmente não era o momento certo, pois decidi pegá-lo novamente em outubro e fui lendo sem parar. Tentei falar um pouco sobre a minha experiência com cada conto sem dar muito spoiler para não atrapalhar a leitura de vocês.
JERUSALEM'S LOT - 4 ★
Um dos contos que se passam no universo de Salem e um dos melhores do livro. E por acaso ganhou uma adaptação pra tv incrível, e eu falei um pouco mais sobre ela aqui.
O ÚLTIMO TURNO - 3,5 ★
Esse foi um dos contos que me deixou MUITO wtf????. Achei um pouquinho gore porém brilhante, fiquei aflita, com nojo e arrepiada lendo. Esse conto teve uma adaptação para o cinema em 1990.
ONDAS NOTURNAS - 1,5 ★
A dança da morte é o meu livro preferido do autor, porém esse conto funcionou zero pra mim. Achei raso e sem graça. Foi bem aquilo de falou, falou e não falou nada. O universo de a dança da morte é incrível e poderia ter rendido um conto bem mais interessante, esse aqui me pareceu até um pouco preguiçoso.
EU SOU O PORTAL - 4 ★
Esse aqui foi muito louco, meu Deus. Descobri que simplesmente AMO King escrevendo sobre alienígenas. Alguma coisa nesse conto me trouxe um vibe meio O nevoeiro, só assisti o filme até então mas quero muito ler o conto. Fiquei aflita, curiosa e triste. Parabéns King, conseguiu de novo.
A MÁQUINA DE PASSAR ROUPA - 3 ★
Essas vibes de terror 80/90s bem bizarros que chegam a ser cômico. Objetos inanimados que criam vida e ficam maus, é o tipo do terrorzinho cômico que eu gosto. O conto foi a principal inspiração do filme Mangler, o grito de terror.
O BICHO PAPÃO - 3,5 ★
A história do bicho papão para adultos. O ódio que eu senti desse personagem principal não está escrito, mas é um excelente conto. Esse também foi adaptado para um curta em 1982.
MASSA CINZENTA - 3 ★
Esse foi mais um dos medianos pra mim, outro terrorzinho trashzeira que beira ao cômico. Teve algumas adaptações, mas acho que a mais icônica foi na série Creepshow.
CAMPO DE BATALHA - 4 ★
Toy Story só que de terror. Apesar de ser meio bizarro eu adorei, me diverti muito lendo e fiquei imaginando as cenas o tempo todo. Esse conto também ganhou adaptação em um episódio da série Pesadelos e Paisagens Noturnas.
CAMINHÕES - 5 ★
Esse aqui foi absolutamente tudo pra mim. Não consigo nem explicar o tanto que gostei desse conto, que além de me divertir, foi uma experiência particular bastante imersiva. Além de imaginar as cenas, fiquei me imaginando naquele restaurante. Trasheira de objetos inanimados de novo, obrigada pelos mimos King. Caminhões ganhou sua adaptação para tv em 1997.
AS VEZES ELES VOLTAM - 3 ★
Confesso que esse foi a minha maior dúvida. Aquele famosos caso de gostei mas não gostei. O conto tem elementos interessantes mas mesmo sendo curto, achei um pouco repetitivo o que o tornou cansativo. Teve sua adaptação em 1991.
PRIMAVERA VERMELHA - 3,5 ★
Inspirado na lenda urbana inglesa de Jack dos Saltos de Mola, mulheres são assassinadas no campus da universidade. Outro conto muito bom e com final de gostinho de quero mais.
O RESSALTO - 3,5 ★
Outro conto excelente que definitivamente prende sua atenção. Aqui rolou tensão de sobra e talvez não seja o mais indicado para quem tem medo de altura. O homem que precisa dar a volta no parapeito de um prédio altíssimo ganhou sua adaptação para tv em 1985.
O HOMEM DO CORTADOR DE GRAMA - 3,5 ★
Parece que quanto mais wtf???? o negócio fica, mais eu gosto. Objetos inanimado ganhando vida e matando pessoas, mas dessa vez nem foi tanto o objeto assim. O filme The Lawnmower Man de 1992 teve inspiração no conto, e apesar do mesmo nome e da cena com o cortador de grama, o filme é tão diferente que o Stephen King chegou até a processá-los por promoverem o filme como adaptação da sua obra, quando esse não foi bem o caso.
EX-FUMANTES LTDA. - 4,5 ★
Pesadíssimo. Esse foi uma dos mais assustadores e pesados de todos. Me deixou incomodada do inicio ao fim com toda a situação por trás dessa promessa de faremos qualquer pessoa parar de fumar. O conto teve a sua adaptação junto com O Ressalto, no filme Olhos de Gato de 1985.
EU SEI O QUE VOCÊ PRECISA - 4 ★
Se a série YOU fosse um conto do Stephen King, serie esse. Se apaixonar por alguém que sabe tudo o que você quer, gosta e precisa. Será que está de fato apaixonada ou enfeitiçada?
AS CRIANÇAS DO MILHARAL - 5 ★
O NÚMERO 1 NO MEU CORAÇÃO, simplesmente o melhor de todos. Que conto incrível, meu Deus. Eu gosto muito dos filmes e até por isso achei que não fosse gostar tanto no livro, mas que obra de arte. Seria meu sonho o King fazer um livro todo baseado nesse conto, pois aqui há muita história pra contar. A ambientação é sensacional, a tensão fica presente do começo ao fim e o fato de ter crianças como o elemento mau é a cereja do bolo. Uma cena em especifico aqui me fez gritar. Além de claro, ter uma das adaptações mais icônicas das obras do Stephen King, Colheita Maldita de 1984 que ganhou várias sequências.
O ÚLTIMO DEGRAU DA ESCADA - 3,5 ★
Um conto de drama que fala sobre o relacionamento de dois irmãos que se afastam ao longo dos anos. Triste, triste e triste. Pra te fazer refletir bastante sobre tempo com aqueles que você ama.
O HOMEM QUE ADORAVA FLORES - 2,5 ★
Talvez o mais previsível de todos com mais um homem pra gente odiar. O conto não é ruim, mas senti que estava lendo sobre o Norman Bates desde o inicio.
A SAIDEIRA - 5 ★
Mais um mimo para os fãs de Salem, eu amei voltar em Jerusalem's Lot. Me entregou tudo e mais um pouco, já que não estava esperando que fosse ter outro conto baseado em Salem nessa coletânea. E mais uma vez a criança foi a cereja do bolo na narrativa do Steph.
A MULHER DO QUARTO - 2,5 ★
Para fechar a coletânea temos outro drama que te faz refletir bastante sobre a vida. Uma mãe idosa, doente e acamada. Um filho que quer ajudá-la. Apesar de ser bem escrito eu acabei não me conectando tanto. O conto também foi adaptado como um curta em 1984
Em resumo eu tive uma experiência incrível com essa primeira coletânea de contos do King, inclusive favoritei o livro principalmente por conta de Crianças do Milharal, que ganhou meu coração todinho. Já estou super ansiosa para ler outros livros de conto do autor.
| SOBRE O LIVRO |
Título: Sombras da Noite
Autor(a): Stephen King
Editora: Suma de Letras
Páginas: 416
Lido em: outubro 2021
Nota: ★★★★ ♥

























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